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quarta-feira, 30 de março de 2011

Anemia


Para que seja entendido o processo anêmico em toda a sua extensão, precisamos compreender a importância da respiração e mais precisamente do oxigênio do ar no funcionamento de nosso organismo. O oxigênio é um grande gerador de energia, tanto que precisamos dele para processos de combustão, produzindo calor pelo fogo, energia mecânica através de motores de carros, etc... Em nosso organismo não é diferente, sendo o oxigênio utilizado no metabolismo de milhares de células do organismo para gerar a energia necessária à vida. Temos outras fontes de energia, como os açúcares, os carboidratos e proteínas, mas o oxigênio continua sendo a principal fonte. O seu transporte aos vários órgãos e células do corpo humano é feito por uma estrutura denominada hemoglobina, que é por sua vez transportada por uma célula denominada hemácia, a famosa célula vermelha. Sua cor avermelhada se dá pela forte concentração de ferro na hemoglobina. É por isso que nosso sangue tem a coloração avermelhada, pois as hemácias correspondem a aproximadamente 40 a 50% do volume total do sangue. Quando temos uma diminuição nas concentrações de hemoglobina e/ou hemácias, desenvolvemos o chamado quadro anêmico. Ou seja, no indivíduo anêmico a oferta de oxigênio aos tecidos e órgãos está diminuída. Com isso, falta energia para desenvolver as diversas funções do dia a dia, e a pessoa começa a sentir falta de ar ao subir escadas, cansaço fácil, dores musculares, palpitação aos esforços, sonolência, náuseas, dores musculares, perda da libido, entre outros. A intensidade dos sintomas será proporcional ao grau de anemia. Existem vários tipos de anemia, que muitas vezes variam de uma determinada região para outra. Elas podem ser causadas por perdas sanguíneas, como hemorragias, desnutrição, alterações genéticas do indivíduo, carências alimentares de ferro, vitaminas B12 e folatos e, em alguns casos, associadas a outras doenças como insuficiência renal, insuficiência hepática, Leucemias e outras. No Brasil, as causas mais comuns de anemia são a deficiência de Ferro, Vitamina B12 e Folatos. O ferro é um elemento fundamental na estrutura da hemoglobina, por sua capacidade de se ligar ao oxigênio. Sua deficiência se caracteriza por diminuição na produção e consequentemente nos níveis séricos de hemoglobina. Já a Vitamina B12 e Folatos são fundamentais na produção da hemácia, e sua deficiência se caracteriza por diminuição nos níveis séricos das hemácias. Ambas as deficiências podem causar anemias em variados graus. As alterações genéticas mais comuns são a Doença ou Anemia Falciforme e as Talassemias. A doença falciforme é mais comum entre os negros e seus descendentes e ocorre por uma troca de um simples aminoácido na cadeia protéica da hemoglobina. O organismo passa, então, a produzir um tipo diferente de hemoglobina, a qual é instável em baixas concentrações de oxigênio. Ou seja, quando diminuem as concentrações de oxigênio na hemácia, a hemoglobina se precipita e fica com um formato de foice (daí a denominação falciforme). Esta hemácia em formato de foice é destruída pelo nosso organismo e ainda pode ocluir pequenos vasos sanguíneos. Já a Talassemia é mais comum entre descendentes de Italianos, Gregos, Libaneses e Turcos, e se caracteriza por uma deficiência parcial ou total na produção de algum tipo de hemoglobina. A gravidade do quadro anêmico varia de acordo com a carga genética do indivíduo. Bem, estas são as anemias mais comuns no Brasil, no entanto existem outros tipos. É importante, na ocorrência dos sintomas citados anteriormente, procurar seu médico, pois o diagnóstico da anemia só pode ser realizado com a análise de dados clínicos e laboratoriais do paciente. O exame laboratorial de escolha para o diagnóstico de anemia de um paciente é o Hemograma. Nele serão verificados as concentrações sanguíneas de hemácias, hemoglobinas, entre outras medições. Nele são verificadas também as características celulares de cada indivíduo. Com base no resultado do Hemograma o médico poderá solicitar outros exames, mais específicos para cada tipo de anemia. No ValeClin Laboratório utilizamos, para as análises Hematológicas, o equipamento completamente automatizado Pentra ABX 120. Este equipamento é importado da França e oferece como diferencial a medição de vários parâmetros, que adicionam valor diagnóstico ao tradicional hemograma. Integrado à nossa rede de informática, os pacientes são identificados por códigos de barras colados no momento da coleta, eliminado a possibilidade de troca de amostras ou erros na digitação dos resultados. Todos os resultados são monitorados por um exigente programa de Controle da Qualidade.

Fonte: Dr. José Placido de Almeida Sgavioli - Dr. Giovanni Melozi Sgavioli

segunda-feira, 28 de março de 2011

Corrimento vaginal: tire suas dúvidas


O corrimento vaginal é um dos problemas ginecológicos mais comuns e na maioria dos casos pode ser evitado.


Também conhecido como vaginite, o corrimento vaginal é um dos problemas ginecológicos mais comuns na mulher. Trata-se de uma inflamação dos tecidos vaginais, que passam a produzir uma secreção anormal. Toda mulher produz secreção vaginal, que é incolor, sem cheiro, não causa coceira e muda de consistência no decorrer do mês conforme as fases do ciclo menstrual.

Um dos primeiros indícios de corrimento vaginal é quando a secreção apresenta coloração diferente: amarelada, acinzentada ou esverdeada. Outro sinal de corrimento é quando a secreção apresenta odor desagradável. Pode haver ainda coceira ou ardor na vagina e vontade mais frequente de urinar.

Causas

São vários os fatores que podem provocar o corrimento vaginal. Dentre eles, estão o uso de roupas apertadas e tecidos sintéticos, que abafam e impedem a ventilação dessa área e favorecem a instalação de fungos e bactérias.

Outro fator causador do corrimento vaginal é a utilização de produtos perfumados, como amaciantes ou sabonetes e até mesmo papel higiênico, pois aumentam o risco de irritação. As doenças sexualmente transmissíveis, baixa imunidade e até mesmo estresse favorecem a vaginite.

Como evitar

O problema tem tratamento simples, mas na maioria dos casos pode ser evitado. A melhor forma de prevenção está na mudança de hábitos comuns. Evite usar calças jeans ou roupas muito apertadas e de tecidos como a lycra.

Dê preferência para o uso de calcinhas de algodão, não use roupas íntimas e toalhas de outras pessoas e seque bem o corpo depois do banho. Outra forma de evitar o corrimento vaginal é tendo cuidados redobrados com a higiene íntima, o que evita também a infecção urinária.

O uso da camisinha nas relações sexuais é indispensável, pois previne da transmissão por bactérias.

Tratamento

O objetivo do tratamento para corrimento vaginal é eliminar os microorganismos responsáveis pela inflamação. Para isso, são utilizados antibióticos, antifúngicos, bactericidas ou comprimidos.

Ao notar um corrimento diferente do normal, procure imediatamente um médico e jamais faça a automedicação. É importante alertar que se não for tratado, um corrimento vaginal aparentemente simples pode se agravar e levar a inflamações no útero, trompas e ovários.


Dra. Maria Beatriz Piraí de Oliveira Ginecologista e Obstetra

sexta-feira, 25 de março de 2011

A mulher na Menopausa


Calcula-se, em números redondos, que a população feminina do Brasil é de 75 milhões, e que o número de mulheres acima de 49 anos é de 10 milhões (cerca de 13% do total). Levando-se em conta que a expectativa de vida da mulher brasileira aumentou (no homem é 8 anos menor), e hoje é estimada em mais de 72 anos de idade, pode-se entender a importância que o climatério representa para o dia-a-dia. Esse imenso contingente de possíveis pacientes, que acabam representando um importante problema de Saúde Pública, necessita entender o que está acontecendo no seu corpo. Menopausa é o nome que se dá à última menstruação que acontece na mulher. Ocorre, geralmente quando ela tem cerca de 45/50 anos de idade, mas não acontece de repente, da “noite para ao dia”. Algum tempo antes da menopausa há o período no qual as menstruações se tornam irregulares, o ciclo e o fluxo variando de intensidade, ora de muita, ora de pouca quantidade de sangue, até que desaparece, por completo. No período pós-menopausa o acontecimento mais importante é o fato de os óvulos não mais amadurecerem nos ovários, o que determina que a mulher não é mais fértil, isto é, não pode mais procriar. Os hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona), que já estavam diminuindo antes da menopausa, caem ainda mais durante esse período pós-menopausa. Por causa da falta dos hormônios ovarianos a mulher começa a sentir e a notar uma série de sinais e sintomas. As primeiras e mais comuns das queixas são, sem dúvida, os calores repentinos e a transpiração excessiva, que se repetem inúmeras vezes ao longo do dia e da noite, interferindo inclusive com o próprio sono, já que a mulher acorda várias vezes à noite. A diminuição dos hormônios se mostra perceptível em várias outras áreas, como a pele (se torna mais fina, seca e enruga), os cabelos (mais ralos e quebradiços) e até a voz que pode se tornar um pouco mais grave. Além disso, a mucosa vaginal (revestimento interno da vagina) torna-se mais fina e seca, o que pode levar à relação sexual dolorosa, e o aparelho urinário apresenta dificuldade em reter a urina na bexiga, fazendo com que as idas ao banheiro tornem-se mais freqüentes. A instabilidade emocional é um dos aspectos mais marcantes desse período, quando sensações de depressão/excitação se revezam com grande facilidade e sem razão aparente, tornando a mulher absolutamente imprevisível, além de gerar profundos sentimentos de inferioridade e rejeição. Todos esses sintomas são provenientes da diminuição da produção de hormônios ovarianos. A solução é sem dúvida, repor os hormônios que os ovários não produzem mais, na chamada Terapia de Reposição Hormonal - TRH. Ao substituírem os hormônios naturais, os medicamentos da TRH revertem os principais sinais/sintomas climatéricos, reproduzindo, de certa forma, as condições pré-menopausa. A idéia do climatério foi estabelecida em 1816 por De Gardanne na França. No início do século XX foram feitas as primeiras tentativas de utilização da T.R.H., utilizando extrato ovariano de vaca.Atualmente, nos Estados Unidos e na Europa, não mais que 20% das mulheres que precisariam de hormônio recebem T.R.H. e das que começam a usar, 75% abandonam após o primeiro ano de uso. A problemática da aceitação à T.R.H. é multifatorial (medo de obesidade e câncer), porém o seu denominador comum é a informação. O climatério hoje é problema de saúde pública que deve ser encarado prontamente pelo ônus que acarreta à sociedade e o número de doenças registradas nesta etapa que poderiam ser evitadas com o uso adequado de hormônios. A mulher no climatério não é uma “doente”, nesse período apenas está se ressentindo da falta de alguns hormônios no seu organismo que fizeram parte de sua vida durante muitos anos . No mais, esta mulher atingiu o ápice de sua experiência e maturidade e está apta a ser feliz e fazer os outros felizes.


Dr. Antonio José Chinez Neto Título de Especialista(TEGO 81/2000) Aperfeiçoamento no Instituto Palácios – Madri - Espanha

domingo, 20 de março de 2011

Entenda seu Ciclo Menstrual




Primeiro alguns dados Toda menina nasce com até 450 mil óvulos armazenados nos ovários. Na época da primeira menstruação, geralmente entre os 10 e os 14 anos, esses óvulos começam a ser amadurecer e a ser liberados, um a um, mensalmente. O óvulo é liberado do ovário e cai em estruturas parecidas com franjas na extremidade da tuba uterina (ou trompa de Falópio), que o vão transportando, devagar, com um movimento ondulatório, até o útero. Se no meio do caminho o óvulo for fertilizado por um espermatozóide, ele vai se alojar quando chegar ao útero e se multiplicar até se transformar no bebê e na placenta. Se a fertilização não acontecer, o óvulo será eliminado, junto com o revestimento interno do útero -- o que compõe sua menstruação. Como é um ciclo menstrual normal? Um ciclo menstrual normal costuma durar 28 dias, contando desde o primeiro dia da menstruação até o início da menstruação seguinte. Há mulheres que têm ciclos bem mais curtos, com até 23 dias, e outras possuem ciclos mais compridos, de até 35 dias.

Ciclos mais curtos ou mais longos que isso têm mais probabilidade de ser anormais, por isso é aconselhável conversar com o ginecologista. Também é preciso ser avaliada pelo médico se você tiver sangramentos no meio do ciclo ou depois de ter relações sexuais. Como os hormônios funcionam Seu ciclo menstrual é controlado por uma série de hormônios produzidos por partes diferentes do corpo: • Hormônio liberador de gonadotropina (produzido pelo hipotálamo, que fica no cérebro) • Hormônio folículo-estimulante (produzido pela hipófise, uma glândula que também fica no cérebro) • Hormônio luteinizante (também produzido pela hipófise) • Estrogênio (produzido pelos ovários) • Progesterona (também produzida pelos ovários) O processo começa no cérebro.
O hipotálamo produz o hormônio liberador da gonadotropina (GnRh), que vai até a hipófise e determina a produção ali do hormônio folículo-estimulante (FSH). O FSH entra na corrente sanguínea e chega até os ovários, estimulando o amadurecimento dos óvulos. Entre 15 e 20 "sacos", chamados folículos, contendo óvulos começam a amadurecer. Um deles (às vezes dois ou mais) se desenvolve mais rápido que os outros: é o folículo dominante. O FSH também estimula os ovários a produzir estrogênio. Esse hormônio incentiva os óvulos a amadurecer e determina que o revestimento interno do útero fique mais espesso, para que possa abrigar um eventual óvulo fertilizado. Ovulação: o óvulo é liberado À medida que os níveis de estrogênio no sangue aumentam, os níveis de FSH diminuem temporariamente, para depois crescerem de novo. Esse novo aumento é acompanhado pela forte secreção pela hipófise do hormônio luteinizante (LH). É o LH que deflagra a ovulação -- o momento em que o óvulo mais maduro rompe o folículo e sai do ovário. Logo que é liberado, o óvulo é capturado pela extremidade da tuba uterina (ou trompa de Falópio). O colo do útero, o "gargalo" que une o útero à vagina, normalmente produz um muco opaco e espesso, que os espermatozóides não conseguem penetrar. Pouco antes da ovulação, no entanto, o estrogênio faz com que essa secreção mude de aspecto: ela fica mais fina, transparente e viscosa, parecida com clara de ovo.
Através dela os espermatozóides conseguem passar pelo colo do útero e nadar até as tubas uterinas, para então encontrar o óvulo. É na tuba (ou trompa) que a fertilização costuma acontecer. Depois da ovulação Dentro do ovário, o folículo vazio de onde o óvulo saiu se transforma no corpo lúteo. Trata-se de um pequeno aglomerado de células amarelado, que começa a produzir a progesterona. A ação da progesterona faz com que o muco que reveste o colo do útero e a vagina volte a ficar opaco e impenetrável aos espermatozóides. Também estimula o revestimento interno do útero, que fica mais espesso e de aspecto esponjoso, devido ao forte afluxo de sangue. É o endométrio, que está pronto para receber o zigoto (óvulo fertilizado por um espermatozóide). Conforme a concentração de progesterona no corpo aumenta, os seios ficam mais volumosos e sensíveis. A hipófise pára de produzir o FSH, para que nenhum outro óvulo amadureça. Quando há fertilização... Quando um espermatozóide fertiliza o óvulo dentro da tuba uterina, o óvulo continua descendo até chegar ao útero, onde se aninha no endométrio, o revestimento interno do útero. A essa altura, o zigoto já possui cerca de 150 células. A viagem desde o ovário até o útero leva cerca de cinco dias. Os níveis de progesterona continuam altos, o corpo lúteo continua trabalhando e pode se transformar num cisto temporário, e é possível que você comece a sentir os primeiros sintomas da gravidez. Quando não há fertilização...
Se o óvulo não for fertilizado ou se, mesmo fertilizado, não conseguir se implantar no endométrio, ele começa a se desintegrar, e o corpo lúteo diminui. Os níveis de estrogênio e de progesterona caem, e o revestimento interno do útero começa a produzir prostaglandina. Essa substância modifica a irrigação sanguínea do útero, fazendo com que o endométrio se rompa e que o útero comece a se contrair para expulsá-lo (daí a cólica menstrual). A menstruação desce, e o óvulo não-fertilizado é eliminado junto com o revestimento uterino. Com isso, o ciclo recomeça. 
Fonte: http://brasil.babycenter.com

Defesas Imunológicas


Um importante mecanismo de defesa do sangue são os glóbulos brancos.  O corpo humano tem uma série de defesas contra ameaças e agressões externas. Essa proteção natural chama-se defesa imunológica e é fundamental para a preservação da vida porque confere maior resistência ao organismo. O processo imunológico se inicia quando as estruturas de defesa do corpo reconhecem algum material estranho. O ataque a esse material estranho pode ser feito por mecanismos de resistência natural ou através de respostas imunológica específica, adquirida por meio de vacinas. Um importante mecanismo de defesa do sangue são os glóbulos brancos que formam um verdadeiro exército atuando dentro do nosso corpo. Eles aumentam de número quando aparece uma infecção, elevando as defesas e ajudando no combate. Essenciais também são as plaquetas, que aumentam a velocidade da coagulação sangüínea, “fechando o corpo” quando nos ferimos ou nos cortamos. Mas o sistema imunológico também pode provocar o aparecimento de efeitos indesejáveis, como reações alérgicas e doenças auto-imunes (como artrite reumatóide, onde os mecanismos de defesa do próprio organismo agridem os tecidos das articulações, provocando a doença). Para manter as defesas imunológicas em dia, é importante dormir bem, evitar o excesso de estresse e consumir alimentos ricos em fibras como carboidratos integrais (farinhas integrais), frutas, verduras e carnes brancas como peixes e frango em abundância. 
http://zambon.com.br

sexta-feira, 18 de março de 2011

Irregularidades menstruais




Uma das queixas mais comuns em consultas ginecológicas são de problemas relacionados à menstruação. Que problemas são estes? O que deve ser tratado? O que é considerado normal?
A partir da primeira menstruação, menarca como chamamos, podem existir alterações nos padrões do ciclo menstrual normal. Até 2 a 2,5 anos depois da primeira menstruação podem ocorrer alterações por imaturidade da glândula que regula a liberação de hormônios que faz menstruar. Pode-se menstruar 02 a 03 vezes ao mês ou ficar mais de 02 meses sem menstruar.
Tudo isso até 2,5 anos depois da primeira menstruação. A partir daí já é para se ter um ciclo regular, ou seja, um intervalo de 22 a 35 dias do primeiro dia da menstruação ao primeiro dia da próxima menstruação. Um exemplo para entender: se você menstruou dia 01/01, depois 05/02 e 28/02 considera-se que sua menstruação está normal. Quando se entra no climatério novamente ocorre uma alteração natural no ciclo menstrual: ou encurtando os ciclos ou aumentando os mesmos. Essas alterações descritas são consideradas dentro de um limite de normalidade. Deve-se fazer o exame ginecológico para se excluir doenças do trato genital que ocasionam alterações na menstruação como por exemplo "feridas" do colo do útero, que podem sangrar e ser erroneamente confundidas com a menstruação. Problemas que podem alterar a menstruação são listados abaixo com seus sintomas mais comuns: - Ovários micropolicisticos: São pequenos cistos no ovário que alteram os hormônios, e consequentemente a menstruação.
Pode-se ficar muito tempo sem menstruar, com um aumento de peso, pêlos e acne. Pode também menstruar com intervalo menor que 22 dias. - Cisto no ovário: Neste caso existe um cisto grande em um ovário podendo causar dor ou não. As alterações na menstruação ocorrem, mas é raro vir acompanhado de acne e aumento de pêlos. - Miomas: São tumores benignos do útero, antigamente conhecidos também como quistos. Em pacientes pré dispostas pode levar a um aumento do fluxo menstrual e cólicas. Algumas mulheres têm miomas, mas não desenvolvem nenhum tipo de sintomas. - Alterações hormonais: alguns hormônios podem alterar também o ciclo menstrual como por exemplo os da tireóide. - Uso de medicações: algumas medicações podem alterar a menstruação como por exemplo antidepressivos. - Cirurgias: laqueaduras, cirurgias em ovários podem alterar a menstruação. É muito importante sempre anotar os dias da menstruação e sempre detalhar todos os sintomas a seu médico. 
Dra. Maria Beatriz Piraí de Oliveira Ginecologista e Obstetra

terça-feira, 15 de março de 2011

Perguntas frequentes sobre aftas



O que é uma afta? A afta ou úlcera aftosa recorrente é uma doença comum, que ocorre em cerca de 20% da população,
O que é uma afta? A afta ou úlcera aftosa recorrente é uma doença comum, que ocorre em cerca de 20% da população, caracterizada pelo aparecimento de úlceras dolorosas na mucosa bucal, as quais podem ser múltiplas ou solitárias. Quais as características clínicas da afta? As aftas costumam ser precedidas por ardência e prurido, bem como pelo surgimento de uma área avermelhada. Nessa área desenvolve-se a úlcera, recoberta por uma membrana branco-amarelada e circundada por um halo vermelho.
Essas lesões permanecem cerca de 10 dias e não deixam cicatriz; em geral, o período de maior desconforto perdura por dois ou três dias. Todas as aftas são iguais? Não. Atualmente são reconhecidos três tipos de aftas, sendo a vulgar ou minor a forma mais prevalente. As outras formas são mais raras: uma delas é conhecida como herpetiforme, porque lembra a manifestação do herpes simplex, apresentando um grande número de pequenas ulcerações superficiais arredondadas e agrupadas, que também perduram por cerca de 10 dias; a outra forma é chamada afta major, que, como o nome indica, produz uma ferida maior (com mais de 1 cm de diâmetro), mais profunda, mais dolorida, mais difícil de tratar e que permanece semanas ou, às vezes, meses. Por que as aftas doem tanto?
Além disso, algumas doenças infecciosas, como o herpes, e algumas doenças dermatológicas com ocorrência intrabucal, como o lúpus, embora tenham características próprias bem conhecidas, em certas fases de seu desenvolvimento podem parecer-se com aftas, principalmente para o leigo. Só agora, perto dos 50 anos de idade, comecei a sofrer com aftas. Por quê? Confirmado o diagnóstico (pois nem toda ferida na boca é uma afta), será preciso investigar algum fato relevante na história médica do indivíduo ou se houve alguma modificação importante em seus hábitos de vida. Um fator muitas vezes relacionado com essa história é o abandono do hábito de fumar. O fumo provoca um espessamento da mucosa bucal, que parece tornar-se mais resistente à penetração de agentes desencadeadores da afta. Resta saber se vale correr o risco de adquirir um câncer de boca ou pulmão para se proteger das aftas. Queimo minhas aftas com formol; há algum problema nessa prática? A aplicação de substâncias cáusticas, como o formol, sobre as aftas destrói o tecido da região, inclusive as terminações nervosas, o que faz desaparecer a dor. Entretanto, o que se faz é substituir a afta por uma queimadura química, que causa injúria a tecidos normais. Além disso, há risco de maiores danos pela inadequada manipulação dos produtos por parte dos usuários.

Não se recomenda tal prática. Qual o melhor tratamento para as aftas? Não existe tratamento que seja eficaz para todos os portadores de aftas. Alguns têm uma lesão aftosa uma vez por ano; outros apresentam lesões múltiplas diuturnamente. As medicações de uso sistêmico, como os imunossupressores, são mais efetivas na redução dos sintomas, mas possuem efeitos colaterais indesejáveis, às vezes graves, sendo, por isso, reservadas para os casos mais severos da doença, exigindo o acompanhamento atento de um especialista. Para os indivíduos com quadros clínicos mais leves, a melhor abordagem é a aplicação tópica de anti-sépticos, antiinflamatórios, anestésicos ou protetores de mucosa, naturais ou sintéticos. O cirurgião-dentista deve ser consultado para um adequado diagnóstico e orientação terapêutica. 
REF. BIBLIOGRÁFICA: REVISTA DA APCD V. 53, N.º 6, NOV./DEZ. 1999 REVISÃO: DR. RODRIGO BLAS