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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dicas para sair satisfeita da consulta médica


Para sair satisfeita de uma consulta médica, o ideal é saber o que perguntar e de que maneira. Confira então 7 regras básicas que vão ajudá-la a sair do consultório satisfeita e sem nenhuma dúvida sobre sua saúde.

1. Não queira bancar a médica

Você pode até consultar seus sintomas na internet, mas não chegue à consulta com um "diagnóstico". Conte ao médico o que está sentindo e espere que ele a oriente. Quem costuma se autodiagnosticar acaba omitindo sintomas importantes na consulta.

2. Prepare-se para a consulta

Procure anotar o máximo de dados sobre o problema que você tem, quando notou os primeiros sintomas e se eles estão ligados a fatores externos. Seja honesta na conversa e não se esqueça de listar todos os remédios que você toma regularmente.

3. Leve seus exames mais recentes

Não precisa levar seu histórico médico completo, apenas os exames relacionados ao problema atual e que tenham, no máximo, um ano. Se o médico pedir resultados mais antigos, leve-os na próxima consulta.

4. Segure a ansiedade

Pode abrir seus exames antes do médico, mas não se desespere se vir algo estranho. "Os resultados podem ter importâncias diferentes dependendo do quadro clínico", alerta o cardiologista Hélio Castello, diretor da clínica Angiocardio.

5. Não saia com dúvidas

Você tem que entender exatamente o que se passa em seu corpo, então, tire todas as dúvidas. O médico deve falar com calma e clareza e não tenha medo de perguntar. Se sentir que o especialista não quer muita conversa, procure outro.

6. Seja uma boa acompanhante

Se a consulta não for com você, deixe que o doente descreva os próprios sintomas (a menos que ele seja criança). Não fique interrompendo: após ouvir o relato, acrescente só os detalhes relevantes que ele possa ter esquecido.

7. Não peça receita por telefone

Um bom médico só vai receitar medicamentos após examinar você. Muitas vezes, por se estabelecer uma relação amistosa com o médico, tomamos a liberdade de pedir receitas para nossos parentes, mas isso é proibido por lei.

sábado, 3 de setembro de 2011

Doenças do Inverno: Bronquiolite


O que é?

A bronquiolite é uma doença que se caracteriza por uma inflamação nos bronquíolos e que, geralmente, é causada por uma infecção viral (infecção originada por um vírus.

O ar entra pelo nariz, vai para a faringe, chega até a laringe e, já no pescoço, desce pela traquéia.

Dentro do tórax, a traquéia divide-se em dois tubos chamados brônquios. Cada brônquio, no trajeto dentro do pulmão, vai se ramificando e tornando-se cada vez mais estreito. A estas ramificações, que espalham o ar nos pulmões chamamos de bronquíolos.

Na bronquiolite, após ocorrer o dano nos bronquíolos, um processo de cicatrização começa a ocorrer.

Ao se reparar o dano pode-se ter um percurso muito variável. Pode levar à diminuição dos bronquíolos. Os alvéolos, que estão perto dos bronquíolos, são quase sempre afetados. Eles são responsáveis pela troca dos gases - entra o oxigênio e sai o dióxido de carbono.

Existem várias causas para a bronquiolite, como por exemplo:

-Danos pela inalação de poeiras,
-Fogo,
-Gases Tóxicos,
-Cocaína,
-Tabagismo,
-Reações induzidas por medicações,
-Infecções respiratórias.

A bronquiolite, após infecções respiratórias é a situação mais frequente e verifica-se mais nas crianças pequenas. Normalmente, afecta crianças até dois anos de idade, sendo que a maioria dos casos ocorre entre 3 e 6 meses.

O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal microorganismo nesta doença. Este pode causar infecções pulmonares também em adultos saudáveis. Estas infecções costumam ser leves, mas, em crianças ou pessoas com fraqueza do sistema de defesa do organismo, podem ser graves. Contudo, a taxa de mortalidade desta doença diminuiu significativamente na última década.

Como se desenvolve?

O vírus sincicial respiratório (VSR) pode causar infecção no nariz, garganta, traquéia, bronquíolos e pulmões.
A infecção pelo VSR, tipicamente, causa sintomas leves como os da gripe em adultos e crianças maiores. Já nas crianças com menos de um ano, o VSR pode causar pneumonia ou uma infecção frequente na infância: a bronquiolite.
O vírus sincicial respiratório é muito contagioso por meio do contato das secreções contaminadas do doente com os olhos, nariz ou boca da pessoa sã. O doente, ao levar a sua mão à boca, nariz ou olhos, acaba contaminando as suas mãos e, ao tocar em outras pessoas, a doença espalha-se.
A pessoa sã também pode infectar-se ao respirar num ambiente onde um doente, ao tossir, falar ou espirrar, deixou gotículas contaminadas com o vírus dispersos no ar.

A bronquiolite é uma doença sazonal – é mais frequente nos meses de outono e inverno.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, podemos encontrar os seguintes:

-Ter menos que 6 meses de idade;
-Exposição ao fumo do cigarro;
-Viver em ambientes com muitas pessoas;
-Prematuridade – nascimento antes de completar 37 semanas de gestação;
-Criança que não amamentou.

Sintomas:

Os sintomas mais comuns da doença são:

-Tosse intensa;
-Febre baixa;
-Dificuldade para respirar - incluindo chiado no peito, Movimentos respiratórios rápidos ou, até mesmo, apnéia;
-Vómitos (nas crianças pequenas);
-Irritabilidade;
-Diminuição do apetite;
-Cianose - é a coloração azulada da pele que costuma aparecer em torno da boca e na ponta dos dedos, quando a dificuldade respiratória é grave;
-Dor de ouvido (nas crianças)
-Olhos avermelhados por uma inflamação conhecida como conjuntivite;
-Batimento de asas do nariz – movimento das narinas, que ocorre em situações de dificuldade respiratória nas crianças pequenas.

Como se trata?

Adultos e jovens com infecção pelo VSR geralmente não precisam de tratamento, basta tomarem medicação para alívio dos sintomas.
Contudo, nenhuma medicação tem se mostrado realmente eficaz para mudar a evolução de uma bronquiolite por VSR.
Crianças pequenas podem necessitar de internamento no hospital para tratamento e acompanhamento da doença. O tratamento é de suporte, utilizando oxigénio. Há a possibilidade de se usar a adrenalina por inalação com bons resultados. Broncodilatadores (que podem facilitar a entrada e a saída do ar dos pulmões) e corticóides (potentes anti-inflamatórios) podem ser usados na tentativa de melhorar a situação.
Casos graves em crianças pequenas podem evoluir para insuficiência respiratória e requerer ventilação mecânica, onde um aparelho ajuda a manter a respiração da criança. Estas crianças poderão receber também um medicamento que combate o vírus: a ribavarina.
Normalmente, os sintomas da doença desaparecem dentro de uma semana e a dificuldade na respiração melhora em torno do terceiro dia.
Contudo, um grande número de crianças, depois de uma provável crise de bronquiolite por VSR, continuam com chiado no peito intermitente assim como ocorre na asma. Esta é chamada de sibilância recorrente pós-bronquiolite. É uma situação problemática que necessita da ajuda do seu médico.

Como se previne?

Evitar contato com as pessoas doentes poderá prevenir alguns casos, já que sabemos que a infecção por este vírus, algumas vezes, ocorre de forma epidêmica em comunidades.
A lavagem frequente das mãos também ajuda a prevenir novos casos da doença.
As crianças que frequentam creches enfrentam um risco maior devido ao contato com outras crianças infectadas.
A maioria dos casos de infecção pelo VSR não tem como ser prevenida. Até o momento, não existem vacinas disponíveis. Contudo, existem medicações – como a imunoglobulina anti-VSR - que podem ser utilizadas naquelas crianças com grande risco de desenvolver tal doença.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Doenças do Inverno: Asma


O QUE É?
A asma brônquica é uma doença pulmonar freqüente e que está aumentando em todo o mundo.
Esta doença se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória.
Este estreitamento é reversível e pode ocorrer em decorrência da exposição a diferentes fatores desencadeantes ("gatilhos"). Esta obstrução à passagem de ar pode ser revertida espontaneamente ou com uso de medicações.
As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar. Elas iniciam no nariz, continuam como nasofaringe e laringe (cordas vocais) e, no pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado traquéia.
Já no tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), direito e esquerdo, levando o ar para os respectivos pulmões.
Dentro dos pulmões, os brônquios vão se ramificando e tornam-se cada vez menores, espalhando o ar.

COMO SE DESENVOLVE?
As pessoas asmáticas reagem demais e facilmente ao contato com qualquer "gatilho" (estímulo).
Dentre estes, os mais comuns são:
-alterações climáticas,
-o contato com a poeira doméstica,
-mofo,
-pólen,
-cheiros fortes,
-pêlos de animais,
-gripes ou resfriados,
-fumaça,
-ingestão de alguns alimentos ou
-medicamentos.
A mucosa brônquica, que é o revestimento interno das vias aéreas, está constantemente inflamada por causa da hiper-reatividade brônquica (sensibilidade aumentada dos brônquios).
Nas crises de asma, esta hiper-reatividade brônquica aumenta ainda mais e determina o estreitamento das vias aéreas. Este fenômeno leva à tosse, chiado no peito e falta de ar.
Os mecanismos que causam a asma são complexos e variam entre a população. Nem toda a pessoa com alergia tem asma e nem todos os casos de asma podem ser explicados pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos.
De qualquer forma, cerca de um terço de todos os asmáticos possui um familiar (pais, avós, irmãos ou filhos) com asma ou com outra doença alérgica.
Alguns asmáticos têm como "gatilho" o exercício. Ao se exercitarem, entram numa crise asmática com tosse, chiado no peito (sibilância) ou encurtamento da respiração.
Alguns vírus e bactérias causadoras de infecções respiratórias também podem estar implicadas em alguns casos de asma que se iniciam na vida adulta.
A asma brônquica pode iniciar em qualquer etapa da vida.
Na maioria das vezes, inicia na infância e poderá ou não durar por toda a vida.

O QUE SE SENTE?
Caracteristicamente, nesta doença os sintomas aparecem de forma cíclica, com períodos de piora. Dentre os sinais e sintomas principais, estão:
tosse - que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração (catarro). Na maioria das vezes, não tem expectoração ou, se tem, é tipo "clara de ovo";
-falta de ar
-chiado no peito (sibilância)
-dor ou "aperto" no peito
Os sintomas podem aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite.
A asma é a principal causa de tosse crônica em crianças e está entre as principais causas de tosse crônica em adultos.

COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?
O diagnóstico é feito baseado nos sinais e sintomas que surgem de maneira repetida e que são referidos pelo paciente.
No exame físico, o médico poderá constatar a sibilância nos pulmões, principalmente nas exacerbações da doença. Contudo, nem toda sibilância é devido à asma, podendo também ser causada por outras doenças. Todavia, nos indivíduos que estão fora de crise, o exame físico poderá ser completamente normal.
Existem exames complementares que podem auxiliar o médico. Dentre eles, estão:
-a radiografia do tórax,
-exames de sangue e de pele (para constatar se o paciente é alérgico) e a
-espirometria - identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar.
O asmático também poderá ter em casa um aparelho que mede o pico de fluxo de ar, importante para monitorar o curso da doença. Nas exacerbações da asma, o pico de fluxo se reduz.

COMO SE TRATA?
Para se tratar a asma, a pessoa deve ter certos cuidado com o ambiente, principalmente na sua casa e no trabalho. Junto, deverá usar medicações e manter consultas médicas regulares.
Duas classes de medicamentos têm sido utilizadas para tratar a asma:
Broncodilatadores
Todo asmático deverá utilizar um broncodilatador. É um medicamento, como o próprio nome diz, que dilata os brônquios (vias aéreas) quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse. Existem broncodilatadores chamados beta2-agonistas - uns apresentam efeito curto e outros efeito prolongado (que dura até 12h). Os de efeito curto costumam ser utilizados conforme a necessidade. Se a pessoa está bem, sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de efeito prolongado costumam ser utilizados continuamente, a cada 12 horas, e são indicados para casos específicos de asma. Além dos beta2-agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e anticolinérgicos, podem ser usados.
Antiinflamatórios
Os corticóides inalatórios são, atualmente, a melhor conduta para combater a inflamação, sendo utilizados em quase todos os asmáticos. Só não são usados pelos pacientes com asma leve intermitente (que têm sintomas esporádicos). Tais medicamentos são utilizados com o intuito de prevenir as exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las e aumentar o tempo livre da doença entre uma crise e outra. Os antiinflamatórios devem ser utilizados de maneira contínua (todos os dias), já que combatem a inflamação crônica da mucosa brônquica, que é o substrato para os acontecimentos subseqüentes.
Existem outras possibilidades de tratamento, como o cromoglicato de sódio (bastante utilizado em crianças pequenas), o nedocromil, o cetotifeno e os anti-leucotrienos. Este último é relativamente novo e pode ser usado em casos específicos de asma ou associado aos corticóides.
Tanto os broncodilatadores quanto os antiinflamatórios podem ser usados de várias formas:
por nebulização,
nebulímetro ("spray" ou "bombinha"),
inaladores de pó seco (através de turbohaler, rotahaler, diskhaler ou cápsulas para inalação) – são diferentes (e práticos) dispositivos para inalação,
comprimido,
xarope
Os médicos dão preferência ao uso das medicações por nebulização, nebulímetro ou inaladores de pó seco por serem mais eficazes e causarem menos efeitos indesejáveis.

COMO SE PREVINE?
Como prevenção de crises de asma, o asmático poderá usar os corticosteróides, os beta2-agonistas de longa duração e os antileucotrienos, além de ter um bom controle ambiental, evitando exposição aos "gatilhos" da crise asmática.
Não há como prevenir a existência da doença, mas sim as suas exacerbações e seus sintomas diários.

PERGUNTAS QUE VOCÊ PODE FAZER AO SEU MÉDICO
Qual a probabilidade de uma criança pequena continuar asmática na vida adulta?
Depois de iniciarmos medicações preventivas, estas nunca mais poderão ser interrompidas?
Quando devemos ir para um pronto-atendimento ou hospital numa crise?
O tratamento da asma deve mudar durante a gestação?
Quando não dispomos de broncodilatador de curta duração numa crise asmática, podemos usar o de longa duração?
A asma costuma piorar no período menstrual ou pré-menstrual?
O que fazer quando a falta de ar é tanta que não conseguimos usar a “bombinha”(spray)?

domingo, 24 de julho de 2011

Doenças do Inverno: Otite


O QUE É?
A otite média aguda é uma infecção no ouvido médio causada por um germe (bactéria). É muito comum nas crianças. O ouvido é dividido em 3 partes: externo, médio e interno. O ouvido médio é uma cavidade com ar localizada entre o tímpano e o ouvido interno. A tuba auditiva (trompa de Eustáquio), um canal de comunicação entre ouvido médio e nariz, tem a função de ventilação e limpeza.


COMO SE ADQUIRE?
A infecção no ouvido médio se faz através da tuba auditiva quando está com sua função prejudicada por inflamações ou obstruções, como acontece, por exemplo, nas alergias do nariz ou nas infecções da faringe (garganta). O germe (bactéria) presente na garganta migra pela tuba auditiva até o ouvido médio onde se multiplica nas secreções aí acumuladas, resultando uma otite média aguda. Também o vírus pode causar otite média. O risco de ocorrer uma infecção é maior se a tuba auditiva é pequena ou se não funciona de maneira eficiente, como acontece nas crianças pequenas. Também a criança que mama no peito ou toma mamadeira na posição deitada é mais propensa às otites porque a posição facilita a entrada de alimentos, sucos digestivos e germes na tuba auditiva.
A infecção do ouvido médio ocorre, na maioria das vezes, após gripe. É freqüente, também, através do contato com outras crianças. Surge também muitas vezes, durante as doenças infecciosas da infância, tais como sarampo.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Os principais sintomas são dor e diminuição da audição. A dor costuma ser severa. Outros sintomas podem estar presentes: febre, inquietude, perda de apetite e secreção no ouvido se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido); vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas.

COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?
O diagnóstico é feito através da história e do exame otológico com otoscópio (aparelho específico para visualizar o ouvido) e/ou microscópio. Na otoscopia ou microscopia o médico verifica a coloração e situação da membrana timpânica, que costuma estar vermelha e abaulada na otite média aguda.

COMO SE TRATA?
O tratamento é feito com o uso adequado de antibióticos e analgésicos. Terminado o tratamento o médico verifica se o líquido da infecção que se acumulou atrás do tímpano está sendo reabsorvido e se a audição está voltando ao normal. A presença de líquido no ouvido médio interfere no mecanismo de condução do som, causando surdez. Caso o líquido e perda auditiva persistam por mais de três meses, pode ser necessário um tratamento cirúrgico que consiste em uma pequena abertura no tímpano e retirada do líquido acumulado no ouvido médio.

COMO SE PREVINE?
Algumas medidas podem ser tomadas para diminuir a incidência de otites nas crianças:

- A alimentação deve ser feita, preferencialmente, com leite materno por causa da proteção que este confere contra a otite;

- As mães não devem amamentar com a criança deitada e sim inclinada;

- Vacinar a criança contra a gripe anualmente a partir dos seis meses de idade;

- Não fumar em casa, pois a fumaça do cigarro aumenta o risco de infecção no ouvido, pelo prejuízo que causa à função da tuba auditiva e pelas alterações provocadas na mucosa de proteção do nariz e garganta.

PERGUNTAS QUE VOCÊ PODE FAZER AO SEU MÉDICO
Por que estou com dor de ouvido?
Por que estou ouvindo menos?
Apesar de estar pingando gotas no ouvido, a dor não melhorou. Por quê?
A otite pode causar dano definitivo à audição?
O que devo fazer para evitar as otites de repetição no meu filho?

AUTOR
Dr. Arnaldo Linden

sábado, 16 de julho de 2011

Doenças do Inverno: Bronquite


A bronquite é uma inflamação dos brônquios causada, geralmente, por uma infecção.

A doença é, geralmente, ligeira e costuma curar-se totalmente. No entanto, a bronquite pode ser grave em pessoas com doenças crónicas que sofrem de afecções cardíacas ou pulmonares e também em pessoas de idade avançada.

Causas
A bronquite infecciosa manifesta-se com maior frequência durante o Inverno. Pode ser causada por vírus, bactérias e, especialmente, por gérmenes semelhantes às bactérias, como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia. Podem sofrer de ataques repetidos os fumadores e as pessoas que sofrem de doenças crónicas pulmonares ou das vias aéreas inferiores, que dificultam a eliminação de partículas aspiradas nos brônquios. As infecções recorrentes podem ser consequência de uma sinusite crónica, de bronquiectasias, de alergias e, nas crianças, de amígdalas e de adenóides inflamados.

A bronquite irritativa pode ser causada por várias espécies de poeiras, vapores de ácidos fortes, amoníaco, alguns solventes orgânicos, cloro, sulfureto de hidrogénio, dióxido de enxofre e brometo, substâncias irritantes da poluição, como o ozone e o peróxido de azoto, o tabaco e outros fumos.

Sintomas e diagnóstico
Muitas vezes, a bronquite infecciosa começa com os sintomas de um resfriado comum: nariz que pinga, cansaço, calafrios, dores nas costas e nos músculos, febre ligeira e inflamação da garganta. O sintoma da tosse assinala, geralmente, o começo da bronquite.

No início, a tosse é seca e pode continuar assim, mas, com frequência, ao fim de um ou dois dias a pessoa expectora pequenas quantidades de expectoração branca ou amarelada. Mais tarde, pode expulsar muito mais expectoração, que pode ser de cor amarela ou verde. Em pessoas com bronquite grave pode aparecer febre elevada durante 4 ou 5 dias, ao fim dos quais os sintomas melhoram. No entanto, a tosse pode persistir durante várias semanas. Quando as vias aéreas inferiores estão obstruídas, a pessoa pode sentir falta de ar. Também são frequentes os sibilos, especialmente depois de tossir. Pode desenvolver-se uma pneumonia.

Habitualmente, o diagnóstico de bronquite baseia-se nos sintomas, especialmente no aspecto da expectoração. Se os sintomas persistirem, é necessário efectuar uma radiografia do tórax para se ter a certeza de que a pessoa não evoluiu para uma pneumonia.

Tratamento
Os adultos podem tomar aspirina ou paracetamol para baixar a febre e aliviar o mal-estar, mas as crianças devem tomar somente paracetamol. Recomenda-se o repouso e a ingestão abundante de líquidos.

Os antibióticos administram-se a doentes com sintomas de bronquite produzidos por uma infecção bacteriana (no caso de uma expectoração com expectoração de cor amarela ou verde e febre alta) e a doentes que já sofrem de uma doença pulmonar. Os adultos podem tomar trimetoprim/sulfametoxazol, tetraciclina ou ampicilina.

Administra-se, com frequência, eritromicina quando se considera a possibilidade de uma pneumonia por Mycoplasma.

Nas crianças, a amoxicilina é o fármaco preferido habitualmente. Os antibióticos não são úteis em infecções víricas. Uma cultura da expectoração pode indicar a necessidade de outro tipo de antibiótico quando os sintomas forem persistentes ou recorrentes ou quando a bronquite for muito grave.

Fonte: www.manualmerck.net

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Doenças do Inverno: Pneumonia


O que é?

Trata-se de uma inflamação ou infecção que ataca os pulmões, sobretudo quando o sistema de defesa foi debilitado por outro problema, como gripe, tuberculose, alcoolismo, fumo, diabete e males do coração. Pode ser causada por diversos microorganismos, como fungos, vírus, parasitas e bactérias. Uma vez nos pulmões, esses micróbios se instalam nos alvéolos — estruturas onde ocorrem as trocas gasosas —, prejudicando a respiração. A mais comum é aquela desencadeada por bactérias pneumocócicas, as mesmas que podem provocar otite ou sinusite.

Sintomas

O começo da pneumonia é bem parecido com uma gripe comum. Os principais sintomas são febre, mal-estar e tosse. Pode haver respiração curta e ofegante, além de dores no tórax.

Prevenção

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. Tanto o imunizante que protege contra o vírus influenza, causador da gripe, como as vacinas antipneumocócicas evitam que o corpo abra uma brecha à pneumonia.

Tratamento

Na maioria dos casos, recorre-se ao auxílio de antibióticos - por via oral ou intravenosa. Até porque pneumonias virais acabam abrindo alas para bactérias proliferarem nos pulmões. Alguns médicos também recomendam exercícios respiratórios que ajudam a drenar a secreção.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Doenças do Inverno: Rinite


Vírus,fungos,bactérias ou uma simples molécula de poeira encarada pelo corpo como intrusa entram pelo nariz e grudam na mucosa que reveste a cavidade nasal.

Sintomas
Coceira e irritação no nariz, coriza, espirros e congestão nasal.

O que é?
É a inflamação da mucosa que reveste o nariz. É muito comum que seja deflagrada por uma alergia: o organismo encara moléculas presentes na poeira e no mofo, por exemplo, como inimigos, e não demora a disparar o que se chama de cascata inflamatória. Como não é possível eliminar completamente aqueles elementos que atiçam as defesas do corpo, o nariz torna-se uma região constantemente inflamada. Vírus, bactérias e fungos, além de fatores irritantes não-alérgicos, como odores fortes, também podem desencadear a inflamação.

Tratamento
A rinite alérgica exige paciência. É possível lançar mão de medicamentos antialérgicos, mas manter o ambiente sempre limpo e arejado é essencial para controlar o problema. No caso das bacterianas e das virais, o mais comum é que o quadro evolua, levando a outros tipos de inflamação, como sinusite ou otite. Aí o tratamento será específico para essas manifestações.

Prevenção
Evite locais pouco ventilados, onde há acúmulo de poeira e mofo. O tratamento preventivo com medicamentos deve ser prescrito por um especialista.